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Mẽ a ka mũ te u tẽ
 

Este é um site para compartilhar inicialmente registros e materiais sobre os saberes do povo Laklãnõ/Xokleng da Terra Indígena Laklãnõ, para que outros povos e pessoas não indígenas possam conhecer mais sobre a nossa história, identidade e cultura.

 

A Terra Indígena Laklãnõ/Xokleng é composta por três povos indígenas: os Guarani, Kaingang e os Laklãnõ, este último conhecido como Xokleng. A terra indígena Laklãnõ é dividida em dez aldeias, são elas: Aldeia Takaty, Aldeia Bugio, Aldeia Sede, Aldeia Pavão, Aldeia Kóplág, Aldeia Toldo, Aldeia Coqueiro, Aldeia Figueira, Aldeia Palmeira e Aldeia Plipatól, cada aldeia possui um cacique eleito pelo povo e tem seu modo de organização interna e o cacique presidente também é eleito pelo povo e é quem representa a terra indígena nas questões externas.

 

No passado o povo Laklãnõ não usava sobrenome, eles se autorreconheciam pelas marcas familiares:

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             Vãnh mẽ vin

 

 

             Vãnh mẽ topagke

 

 

             Vãnh mẽ kunhken

 

 

             Vãnh mẽ kalem

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Depois do contato, período conhecido como “pacificação”, o povo Laklãnõ passou a ser registrado e para poder ter seus documentos teve que adotar sobrenomes como Kouvi, Kamlem, Ingaclã e outros, mas é fundamental que as crianças conheçam a que grupo familiar os sobrenomes pertencem.

 

Este Portal é vivo e será alimentado com materiais dos três povos dessa Terra Indígena, se você tem algum material e deseja enviar para que seja compartilhado, clique aqui.


O portal apresenta patrimônio oral, artístico, cultural e produção científica do povo Laklãnõ/Xokleng, com curadoria de Jucelino de Almeida Filho e Walderes Coctá Priprá e participação de todas as aldeias da TI Laklãnõ, do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

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Jucelino de Almeida Filho (Juce Filho), estudante indígena de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é o proponente do projeto e um dos curadores do Portal de Saberes. Ativista das causas indígenas, participou na construção do documentário U TÕ DÉN TXI KABEL Xokleng/ Laklãnõ, que retratou as cerimônias que marcaram os cem anos de contato com não indígenas e do documentário VÃNH GÕ TÕ LAKLÃNÕ, sobre a resistência do povo Laklãnõ/ Xokleng. Trabalha também com fotografia, podcasts e como comunicador indigena.

 

Walderes Coctá Priprá é professora formada em Licenciatura Letras/Português e Espanhol pela Universidade Uniasselvi, em Indaial-SC e na Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica na UFSC, Florianópolis-SC. É Mestre em História na linha de pesquisa em História Indígena, Etnohistória e Arqueologia também na UFSC. É a primeira indígena no Sul do Brasil formada em Arqueologia e recentemente conquistou o Prêmio de Excelência em Mestrado 2021, concedido pela Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB). Atualmente é doutoranda em Arqueologia na USP.

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FICHA TÉCNICA
Curadoria: Jucelino de Almeida Filho e Walderes Coctá Priprá
Pesquisa e curadoria adjunta: Barbara Pettres, Caroline Marins e Gabi Bresola 
Produção: Caroline Marins/Calêndula filmes e Gabi Bresola/Ombu produção 
Assistência de produção: Luana Marins Caramori
Coleta de materiais: Barbara Pettres, Caroline Marins, Flávia Person, Gabi Bresola, Hans Denis, Jucelino de Almeida Filho e Walderes Coctá Priprá
Preparação de arquivos: Gabi Bresola, Leila Pessoa e Luana Marins Caramori 
Colaboração na disponibilização dos arquivos de vídeo: Ismael Godoy
Assessoria de comunicação: Barbara Pettres
Revisão: Barbara Marins Pettres
Desenvolvimento do website: Marcos Walickosky
Projeto gráfico: Marcos Walickosky
Ilustrações e fonte do website: João Pedro Ruiz

 

ESTE PORTAL É VIVO!


Se você tem algum material da cultura indígena de Santa Catarina que deseja enviar para que seja compartilhado, clique aqui.

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Se você tem interesse em acessar o material em alta resolução ou quiser mais dados e contatos de autoria, entre em contato por aqui.

PRODUÇÃO

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Projeto realizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura ∕ Artes Populares – Edição 2020.

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